Projeto Vida Viva

sábado, 4 de setembro de 2010

Recursos: Raio

Os processos formais de ensino utilizam há milhares de anos a linguagem verbal e há centenas de anos a linguagem escrita. A linguagem audiovisual, apesar de existir a dezenas de anos, atualmente estar mais presente na vida das pessoas do que a escola, ainda é subutilizada na educação, inclusive nas atividades de formação sindical. O projeto VIDAVIVA, em parceria com a Associação Raio, produziu material educativo utilizando a linguagem audiovisual como ponto de partida da reflexão. Nele, cada conjunto é composto por uma série de roteiros de encontros, onde a reflexão é estimulada por videoclipes, textos e atividades em grupo. O objetivo dos vídeos não é transmitir dados, mas incitar a imaginação e provocar a reflexão. Eles são disparadores para a discussão, por isso são de curta duração. Para o Projeto VIDAVIVA, foram produzidos recursos voltados para as direções sindicais, para capacitação dos monitores e para os trabalhadores da base, visando promover a discussão sobre a relação entre vida, saúde e trabalho e estimular o fortalecimento da organização dos trabalhadores no local de trabalho.

RaioO Raio (Recurso Audiovisual Interativo) não tem a intenção de passar um conceito, mas utiliza uma metodologia de "provocação". Provocar significa organizar uma situação, na formação, em que a experiência da pessoa e a interpretação sobre essa experiência sejam reveladas em suas contradições e não correspondências, precisando ser revistas. Por isso, há uma abertura para a reconstrução desta interpretação. A metodologia leva a desconstrução e reconstrução, possibilitando uma re-interpretação da experiência e do mundo que permita articular outras experiências, sonhos e desejos proibidos, contrários ou negados em relação aos discursos dominantes. Essa re-interpretação abre espaço para um agir diferente, em apoio a essas experiências e desejos próprios. Como nos demais recursos formativos, a reflexão sobre a própria experiência é o eixo central. Além disso, essa "re-interpretação do mundo" não é feita com um conceito dado, mas por um processo que articula subjetividades coletivas e individuais. Nesse sentido, o processo de interpretação e re-interpretação é aberto.

Conteúdo dos capítulos

Capítulo 01 Capítulo I - Vida com qualidade
Vida com qualidade O que você busca? Qualidade de Vida ou uma vida com qualidade? Questionando a "onda" consumista que impera na sociedade atual, o vídeo " A venda não termina nunca" provoca a reflexão sobre até onde estamos dispostos a comprometer nossa vida e nossa saúde pela satisfação de nosso desejos de consumo. E provoca ainda um repensar sobre os desejos que realmente temos e os que nos são impostos pela mídia.


Capítulo 02 Capítulo II - O Triângulo
No vídeo "Pronto-Socorro", os participantes são provocados a refletir sobre a tríade Vida-Saúde-Trabalho.É possível separar esses elementos?O capítulo aborda as saídas individuais que têm sido criadas para enfrentar os problemas relacionados à saúde e convida os participantes a construírem alternativas coletivas para mudar os locais de trabalho.


Capítulo 03 Capítulo III - Isolamento
Este capítulo pretende abordar a questão do sofrimento no trabalho e provocar a reflexão sobre como as novas estratégias empresariais nos isolam no trabalho, rompendo todos os laços de relações pessoais. Quando estamos fisicamente próximos no trabalho, nos sentimos também isolados? É essa reflexão que este capítulo pretende provocar.


Capítulo 04 Capítulo IV - Limites
Metas de produção, cobranças, pressões. O videoclipe "limites" estimula o debate sobre como as estratégias empresariais nos estimulam a ultrapassar nossos limites. O grupo é levado a refletir sobre as diversas formas de assédio que são empregadas em nome da produção e os impactos da ultrapassagem dos limites para nossa saúde e nossa vida.


Capítulo 05 Capítulo V - Que sufoco!
No vídeo "Redemoinho", Lenice, operária da indústria de confecção, convive num ambiente de competição permanente, com metas constantemente impostas nos locais de trabalho. Até que ponto a competição não está naturalizada em nosso meio? O capítulo pretende promover o debate sobre a necessidade de estabelecermos outras redes mais solidárias, mais humanas...


Capítulo 06 Capítulo VI-Quem é o dono do tempo?
Ser dono do nosso tempo é não permitir que o trabalho nos imponha a velocidade e o ritmo sem respeitar as nossas necessidades. Crianças, filhos de trabalhadores e trabalhadoras dos quatro cantos do país, falam sobre o que pensam do trabalho dos pais e nos provocam com a pergunta: devemos trabalhar para viver ou viver para trabalhar?


Capítulo 07 Capítulo VII - Dignidade
Este capítulo busca abordar a necessidade de uma luta coletiva para resgatar nossa dignidade. Problematiza, entre os trabalhadores, o que é o trabalho: Prazer ou Sofrimento? Qual o valor do trabalho em nossas vidas? Como é possível resgatar valores como cooperação e solidariedade, diante de um trabalho que pretende nos tornar cada vez mais individualistas?


Capítulo 08 Capítulo VIII - Resistir e agir
Quais os valores mais importantes para nós em nossa sociedade? Nesse capítulo, somos levados a refletir sobre as formas de resistir e agir para transformar a realidade do (a) trabalhador(a) neste mundo tão competitivo, destacando a importância de resgatar nossos valores, reafirmar nossa dignidade e celebrar a vida.

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