Os servidores municipais do Sintrasem, em Santa Catarina, desenvolveram a capacitação com a metodologia do mapping. O sindicato já conta com cerca de 40 monitores para desenvolver a formação na base, dentre eles estão trabalhadores de base. O desenvolvimento do mapping possibilitou o levantamento de diversos problemas na categoria, onde 9 trabalhadores morreram de enfarte só no ano passado, alguns no próprio local de trabalho.Os trabalhadores operacionais, responsáveis pela varrição de ruas, capina e remoção de entulhos apresentam problemas respiratórios pela inalação de poluição, acidentes e problemas na coluna. Além disso, os trabalhadores, principalmente os garis, têm de trabalhar sem proteção adequada. "O sindicato deve ir para além da reivindicação de salário, levar pra categoria esta discussão de saúde. O sindicalismo não tem histórico de atuação frente à questão da saúde do trabalhador. Esta falta de mobilização sindical coloca problemas muito complexos e grandiosos. Este problema é mundial, é de todo trabalhador. Muitos não querem mexer neste abelheiro. Os sindicatos vão ter que mexer nestas questões, porque se o poder público não é capaz de resolver, vamos ter muito trabalho pela frente", afirma Carlos, um dos monitores do Sintrasem.
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