Mapping: monitores do Sintrasem se capacitam
Os servidores municipais do Sintrasem, em Santa Catarina, desenvolveram a capacitação com a metodologia do mapping. O sindicato já conta com cerca de 40 monitores para desenvolver a formação na base, dentre eles estão trabalhadores de base. O desenvolvimento do mapping possibilitou o levantamento de diversos problemas na categoria, onde 9 trabalhadores morreram de enfarte só no ano passado, alguns no próprio local de trabalho.Os trabalhadores operacionais, responsáveis pela varrição de ruas, capina e remoção de entulhos apresentam problemas respiratórios pela inalação de poluição, acidentes e problemas na coluna. Além disso, os trabalhadores, principalmente os garis, têm de trabalhar sem proteção adequada. "O sindicato deve ir para além da reivindicação de salário, levar pra categoria esta discussão de saúde. O sindicalismo não tem histórico de atuação frente à questão da saúde do trabalhador. Esta falta de mobilização sindical coloca problemas muito complexos e grandiosos. Este problema é mundial, é de todo trabalhador. Muitos não querem mexer neste abelheiro. Os sindicatos vão ter que mexer nestas questões, porque se o poder público não é capaz de resolver, vamos ter muito trabalho pela frente", afirma Carlos, um dos monitores do Sintrasem.
Sindicatos da Alimentação: mapeando o setor frigorífico
Os monitores dos sindicatos de Serafina Correa e Marau, no Rio Grande do Sul, desenvolveram a capacitação do Mapping em quatro turnos de trabalho. Os monitores atuam principalmente em empresas do setor frigorífico, onde o principal problema é a incidência de Ler/Dort. Os mapas do corpo, do trabalho e do "nosso mundo" foram construídos com base em experiências concretas a partir dos relatos dos participantes. O Sindicato da Alimentação de Serafina Correa foi o primeiro sindicato do projeto a iniciar a formação com a base.
São Paulo: capacitação conjunta
O encontro de capacitação do Mapping, realizado em São Paulo, foi feito numa atividade conjunta que reuniu monitores de pelo menos 10 sindicatos. A realização da atividade com monitores de diversas categorias proporcionou uma rica troca de experiências entre os participantes. O grupo vivenciou as quatro etapas previstas na metodologia e ainda testou a "Técnica do Pote", uma das propostas de pesquisa participativa, que também pode ser feita pelos sindicatos em assembléias.
Mapping: diagnóstico do trabalho no Rio Grande do Sul
Monitores do Sindicato da Alimentação de Pelotas e dos aeroviários, no Rio Grande do Sul, realizaram, no mês de janeiro deste ano, as atividades de capacitação com o mapping. A capacitação foi feita a partir das vivências e experiências do próprio grupo. "A experiência, para nós, foi interessante porque, além da visualização dos problemas, houve uma identificação entre as pessoas. Gente que trabalhava na mesma área, desconhecia que colegas vivenciavam as mesmas dores. Outra coisa foi fazer isso num ambiente onde as pessoas podiam falar, sem constrangimento e sem preconceito. Há um reconhecimento de que a sua dor não é única. É uma dor do grupo e deve ser enfrentada em conjunto para mudar a situação. O mapping faz o diagnóstico da situação que as pessoas enfrentam. Os representantes sindicais desconheciam problemas que o mapping apresentou. Esse diagnóstico vai evidenciar para nós os problemas e o sindicato vai poder estabelecer metas de trabalho a partir do que os trabalhadores colocarem", destaca Gerson Oliveira, diretor do Sindicato dos aeroviários.
Traquinfar: Reflexão sobre ação sindical
Para a diretoria do Traquinfar ( Sindicato dos Trabalhadores Químicos), do Rio de Janeiro, a experiência com o desenvolvimento do Raio possibilitou uma reflexão profunda a respeito da própria ação sindical no campo da saúde. O grupo refletiu sobre a necessidade de que seja revista a atuação sindical nesse campo, rumo a uma ação menos assistencialista e mais voltada para os locais de trabalho. "É importante ressaltar que a experiência política e sindical de alguns dirigentes não inibiram a participação do conjunto", enfatiza Jairo Dutra, educador do Projeto VidaViva.
Rio de Janeiro: capacitação conjunta
A capacitação com os módulos II e III do Raio foi feita em conjunto por monitores de 13 sindicatos no Rio de Janeiro. Essa opção possibilitou-lhes uma troca de experiência sobre a realidade de trabalho de cada categoria. A capacitação para o módulo III foi desafiadora. Cada grupo de monitores desenvolveu dois capítulos do recurso. Logo após, o próprio grupo analisou as possibilidades que o recurso oferece no desenvolvimento das atividades na base.
Desenvolvimento do Raio em Salvador
Em Salvador, a opção da equipe de monitores também foi realizar a atividade de capacitação com o Raio em conjunto. Os monitores de Juazeiro, interior da Bahia, também fizeram parte da capacitação. Trabalhadores assalariados rurais e urbanos discutiram aspectos da vida, saúde e trabalho e identificaram fortes semelhanças, apesar das diferentes áreas de atuação de cada sindicato. O grupo não só discutiu os conteúdos, mas também exercitou na própria capacitação o desenvolvimento do recurso, como se já estivessem na base.


